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Nesta seção você encontra detalhadamente as informações que você procura para um melhor entendimento sobre produtos ou componentes químicos, a fim de esclarecer possíveis dúvidas.

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ANTIESPUMANTE

ANTIBIÓTICO

Conheça melhor o antiespumante.

É uma substância que contém uma combinação de partículas sólidas hidrófobas (sílica, cera etc.) e óleo de silicone. A esta mistura são adicionados outros componentes, para facilitar o processamento e controlar qualquer efeito colateral indesejável. A eficácia dos compostos antiespumantes se deve ao fato da sua tensão superficial ser sempre menor que a parede das bolhas de espuma.

As gotículas de antiespumante atravessam um ciclo de 5 fases. Uma gotícula de antiespumante que rompe a parede de uma bolha de espuma fica disponível novamente para o ciclo seguinte. Contudo, como uma pequena quantidade das gotículas do antiespumante é perdida durante cada ciclo, o produto irá gradualmente perdendo sua eficácia.

Durante a produção de álcool a aparição de espuma é um efeito secundário indesejado que provoca o aumento do tempo de produção, dificulta o enchimento das dornas com a quantidade correta e provoca perdas por derramamentos.

Nos líquidos puros, a espuma não é estável. Só é estável em sistemas que contenham substâncias que atuem como agentes tenso-ativos. Todos estes agentes tenso-ativos têm em comum a capacidade de migrar para a interface ar/líquido do sistema, reduzindo assim a tensão superficial.

A espuma forma-se pela retenção das bolhas de ar produzidas durante as diversas fases de fabrico do álcool, é um efeito da liberação do gás carbônico gerado na biossíntese da levedura, bombagem e agitação isto provoca o aumento do tempo de produção e dificulta o enchimento das dornas.

O gás fica retido pela formação de uma lamela estabilizada pela presença de surfactantes. Sem estes, o líquido escoar-se-ia, provocando o adelgaçamento da lamela até se produzir a sua rotura.

Contudo, a presença dos agentes tensoativos evita o adelgaçamento da lamela da seguinte forma:

1. Existe um contra fluxo do líquido devido a uma diferença de tensão superficial como resultado do alongamento da interface chamado efeito de Marangoni

2. Repulsão dos agentes tensoativos nas interfaces mediante mecanismos estéricos e eletrostáticos. Estes efeitos estabilizadores dão elasticidade à lamela, evitando que atinja a espessura crítica de 10 nm que provocaria a sua rotura Para eliminar a espuma, devem-se evitar estes efeitos estabilizadores, usando um antiespumante que deve ter pelo menos uma das seguintes propriedades:

1. Ser capaz de destruir a espuma para eliminar a já existente

2. Ser capaz de prevenir a espuma para prevenir a sua formação

3. Ser capaz de libertar o gás para facilitar a subida da espuma à superfície A ação do antiespumante ocorre principalmente na lamela estabilizada. Por isso, devem ser insolúveis no meio e possuir uma mobilidade suficiente que o permita penetrar na lamela, retirando os agentes tensoativos presentes na interface. O antiespumantes deve ter uma tensão superficial inferior à do tenso-ativo, devendo ser tal que origine um efeito oposto ao de Marangoni, isto é, provoque rapidamente um adelgaçamento e rotura da lamela.

Os antiespumantes podem ser substâncias químicas com uma tensão superficial baixa como os silicones e óleos minerais e ácidos gordos.

Para melhorar a eficiência de um antiespuma, podem-se adicionar partículas sólidas com uma tensão superficial baixa, como sílicas hidrofóbicas e sabões metálicos.

Estes materiais incorporam-se em substâncias portadoras como água ou solventes orgânicos para facilitar a sua adição e acelerar a sua distribuição no meio.

O tipo de antiespumante a usar depende da natureza do sistema que tem o problema de espuma.

Um ponto importante a ter em atenção é o momento de incorporação do antiespumante. Como este não são solúveis no sistema, deve-se assegurar uma boa distribuição da substância ativa.

É difícil prever a eficiência de um antiespumante devido à variedade de matérias primas utilizadas na fabricação do álcool. É indispensável testa-lo no sistema pretendido. Isto pode ser facilmente feito, por meio de testes de bancada ou diretamente no processo em questão, possibilitando assim recomendar o melhor produto e sua dosagem adequada.